Como ASMR e musicoterapia ajudam na boa saúde mental

É provável que você já tenha visto nas redes sociais um vídeo de ASMR. O método consiste em estímulos sensoriais por meio de recursos visuais e sons suaves, como sussurros e toques em superfícies.

Sendo um tema novo, ainda há poucas pesquisas práticas sobre o bem-estar que a ASMR traz a algumas pessoas. Mas um estudo publicado no Reino Unido já trouxe um dado importante. Concluiu que pessoas com transtorno de ansiedade são as que mais se beneficiam do método.

Como explica Tauily Taunay, psicólogo e professor em Fortaleza, há uma resposta do corpo e da mente. A pessoa que vê os vídeos e ouve os sons tem arrepios e calafrios. Isso começa na nuca e se espalha pelo couro cabeludo, podendo chegar aos braços, pernas e outras partes.

O especialista acrescenta que quem vê e ouve ASMR costuma ter sensações de relaxamento, o que ajuda no alívio do estresse e da ansiedade. Ele diz que só isso não ajuda, mas pode funcionar como um complemento ao tratamento.

Musicoterapia e seu papel

A música já é um objeto mais antigo de estudos, e se sabe que ela tem um impacto positivo no cérebro. Segundo Patrícia Vanzella, da Universidade Federal do Grande ABC (SP), ouvir música pode ter vários efeitos. Pode trazer motivação, mudar o humor e como enxergamos a dor, além de ajudar na vida social.

Outro papel da música é estimular o movimento. Por exemplo, quando estamos ouvindo uma música bem animada, às vezes temos vontade de bater os pés ou balançar a cabeça.

E como é a sessão de musicoterapia? Ela é individual, segue o plano terapêutico de cada paciente. Esse plano vai se traçando em avaliações ao longo do tratamento. Os instrumentos musicais usados são simples, como teclados, tambores e flautas. Isso deixa mais fácil a comunicação entre as pessoas que participam da experiência com a música. Assim, não é necessário que o paciente saiba cantar ou tocar um instrumento.

São vários os usos dessa forma de terapia. Entre eles, pessoas com autismo, síndrome de Down, mal de Alzheimer ou de Parkinson, dores crônicas e em estado de coma.

Quem canta, seus males espanta. Quem ouve, também. É só saber escolher o melhor som.

Fontes de referência: VivaBem, Multisom

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