O que é:
A doença de Alzheimer é a causa mais comum de demência – termo genérico para um conjunto de doenças neurológicas progressivas que causam a perda de funções cognitivas, como memória, linguagem, raciocínio e comportamento, em nível suficiente para afetar as atividades diárias.
Existe uma teoria de que certas proteínas do sistema nervoso central falham e alguns fragmentos dessas proteínas mal formadas e tóxicas ficam nos espaços entre os neurônios e nos próprios neurônios, causando uma perda progressiva das células nervosas em algumas regiões do cérebro. Porém, essa teoria das próprias proteínas serem tóxicas está caindo por terra, atualmente o entendimento é de que as reações celulares e imunológicas que geram o alzheimer também geram esses acúmulos de proteína, a relação causal está em debate.
As células do hipocampo — parte do cérebro responsável pela memória e aprendizado — são, normalmente, as primeiras a serem afetadas, por isso se tem a perda da memória.
O que causa a doença ainda é um mistério, mas acredita-se que seja uma combinação de fatores genéticos, ambientais e comportamentais. A idade é o maior fator de risco; a probabilidade de ter Alzheimer depois dos 65 anos é maior por conta do envelhecimento natural do cérebro, que fica mais vulnerável a danos. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 8,5% da população do Brasil com mais de 60 anos possui demência; isso representa 1,8 milhão de pessoas. Estima-se que até 2025 a projeção seja de 5,7 milhões de afetados. Além disso, o histórico familiar também merece atenção, visto que ter parente de primeiro grau — pais ou irmãos, por exemplo — aumenta essa probabilidade. O estilo de vida também tem seu impacto: tabagismo, falta de atividade física e obesidade são fatores que influenciam o quadro.
Os sintomas:
Dentre os sintomas, podemos citar:
● Perda da memória recente;
● Repetição das mesmas perguntas;
● Dificuldade em acompanhar pensamentos complexos e/ou conversações;
● Dificuldade para elaborar estratégias para resolver problemas;
● Dificuldade com a comunicação (escrita e fala);
● Irritabilidade, agressividade, desconfiança e tendência ao isolamento;
● Dificuldade para completar tarefas simples do dia a dia;
● Confusão sobre locais, pessoas e eventos;
● Alterações visuais e problemas para entender imagens.
O Alzheimer possui quatro estágios, evoluindo de forma lenta e constante. Existem alguns tratamentos eficazes que podem atrasar a evolução da doença . O quadro clínico pode ser dividido da seguinte forma:
Expectativa de vida:
Por se tratar de uma doença progressiva, com o passar do tempo o cérebro vai perdendo funções essenciais que mantêm o corpo em pleno funcionamento; a expectativa de vida varia, em média, de 8 a 10 anos. Nos estágios mais avançados, o paciente pode ter dificuldade para se alimentar, ficar restrito ao leito, apresentar infecções recorrentes, perder o controle de funções básicas do corpo e desenvolver pneumonia por aspiração.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o Alzheimer está entre as 10 principais causas de morte no mundo, sendo a 6ª principal causa de morte no Brasil. Apesar de essa doença matar mais que o enfisema pulmonar, diabetes e alguns tipos de cânceres, ela ainda é muito negligenciada pelos familiares, que veem o sintoma como uma “caduquice”. Isso ocorre pois os sintomas do Alzheimer — teimosia, repetição e esquecimento — são confundidos com outras deficiências normais da idade.
Diagnóstico:
O diagnóstico é realizado somente por médicos (psiquiatra, geriatra e/ou neurologista especializado) devidamente habilitados. O diagnóstico é realizado por
exclusão. O rastreamento inclui identificação de problemas com o sono, transtornos psiquiátricos, uso de certas medicações, distúrbios metabólicos, problemas na tireoide e deficiências nutricionais. Exames físico e neurológico são realizados para avaliar o estado mental.
Tratamento:
Como ainda não foi encontrada a cura do Alzheimer, o tratamento busca retardar a evolução e preservar as funções intelectuais pelo máximo de tempo possível. O melhor momento para iniciar o tratamento é nas fases iniciais. O tratamento é medicamentoso e deve ser prescrito pela equipe médica. Esse tratamento tem como objetivo estabilizar o comprometimento cognitivo, do comportamento e da realização das atividades da vida diária. Além dos remédios, recomenda-se terapia da fala (auxiliando na comunicação), apoio psicossocial e a manutenção de um estilo de vida saudável. Vale ressaltar que o estilo de vida saudável e a estimulação cognitiva do idoso desempenham resultados muito mais satisfatórios do que a medicação, por isso a importância em manter uma rotina saudável.
O Papel do Cuidado e do Acolhimento
No Hospital UNIICA, compreendemos que o diagnóstico de Alzheimer impacta não apenas o paciente, mas toda a estrutura familiar.
Por ser uma jornada desafiadora, o suporte especializado é fundamental para garantir dignidade e qualidade de vida em todas as etapas da doença. Estar atento aos sinais precoces e buscar ajuda profissional é o primeiro passo para oferecer o conforto e o cuidado que seu ente querido merece. Lembre-se: o esquecimento não é apenas “coisa da idade”, é um sinal de que o cérebro precisa de atenção.
Referências:
https://bvsms.saude.gov.br/doenca-de-alzheimer-3/
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/alzheimer
https://www.alz.org/br/demencia-alzheimer-brasil.asp
https://www.einstein.br/n/glossario-de-saude/alzheimer
https://www.saudeamericas.com.br/post/fatores-de-risco-para-alzheimer/
https://drauziovarella.uol.com.br/neurologia/fator-genetico-aumenta-risco-de-alzheimer-mas-esses-10-habitos-podem-prevenir-casos/
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2024/setembro/relatorio-nacional-sobre-a-demencia-estima-que-cerca-de-8-5-da-populacao-idosa-convive-com-a-doenca
https://www.cmd.mg.gov.br/portal/noticias/0/3/13303/o-alzheimer-mata-mais-que-cancer-e-ainda-assim-e-negligenciado

