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SETEMBRO AMARELO – A clínica UNIICA está participando da campanha de prevenção ao suicídio

17 de setembro de 2018

Setembro é mês de falar sobre um tema que ainda é visto como tabu por muitas pessoas, mas que também é considerado um problema mundial de saúde pública: o suicídio. De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), atualmente o suicídio é responsável por uma morte a cada 40 segundos no mundo, sendo a principal causa de morte entre as pessoas de 15 a 29 anos de idade. No Brasil, a cada 45 minutos uma pessoa tira a própria vida, totalizando 11 mil pessoas ao ano, uma taxa de mortalidade superior a muitos tipos de câncer.

São números impactantes, mas que poderiam ser menores se as ações preventivas fossem mais eficazes. A própria OMS apresenta uma pesquisa na qual relata que 90% dos casos de suicídio poderiam ser evitados. O médico psiquiatra da clínica Uniica, Dr. João Luiz Martins, explica por que motivos as estatísticas não diminuem. “Esses dados são tão altos porque a psiquiatria ainda é vista com preconceito. A campanha do Setembro Amarelo foi criada justamente para combater isso, fazer com que as pessoas compreendam que a ideação suicida está intimamente ligada à doença e que é realmente possível evitar as mortes que estão acontecendo a cada hora”, destaca o médico.

Homens e mulheres de todas as idades, inclusive crianças e adolescentes, têm ideação suicida, porém dados do boletim do Ministério da Saúde mostram que quase 80% dos registros de morte são de homens. “No histórico de suicídios, as mulheres tentam muito mais do que os homens, contudo os homens são muito mais eficazes do que as mulheres, isto é, usam de tentativas mais letais do que as mulheres, por isso os registros maiores de suicídios são de pessoas do sexo masculino”, explica o psiquiatra.

Outro dado que espanta é em relação à faixa etária. De acordo com o relatório epidemiológico do Ministério da Saúde, os idosos, com idade de 70 anos ou mais, apresentam as maiores taxas. Dr. João Luiz explica que a prevalência maior nessa população ocorre porque nessa fase da vida é comum viverem sozinhos. Com filhos já crescidos e morando sozinhos, as pessoas não estruturaram amizades para esta etapa e, principalmente, não fizeram um planejamento para a aposentadoria. Assim, quando perdem a ocupação, começam a pensar ‘que não servem para mais nada’ e, com um quadro depressivo instalado, acabam colocando em prática o pensamento suicida.

 

COMO EVITAR

 

Segundo a OMS, somente 10% das pessoas que têm ideação suicida não dão nenhum sinal antes de concretizarem o ato. Por isso, é fundamental o papel de quem está ao redor – seja familiares ou amigos -para observar qualquer atitude que chame a atenção.

A psicóloga da Clínica Uniica, Carolina Batista, explica que alguns sinais devem servir de alerta. “A pessoa começa a deixar os cuidados básicos de lado, os vínculos já não são mais tão sólidos, há mudança no comportamento, no humor, no discurso – que passa a ser mais negativista. O indivíduo também começa a se ausentar da vida social, deixa de fazer as atividades que antes eram prazerosas. O suicídio chega quando ele não consegue mais suportar a dor que está sentindo e quer acabar com essa dor, que, no caso, é a vida”, alerta a psicóloga.

Nesses casos, é preciso dar apoio a pessoa e encaminhá-la a um serviço médico.

A meta da OMS é reduzir em pelo menos 10% os casos de suicídios, mas para isso é necessário prevenir. “A campanha do setembro amarelo existe justamente para que possamos falar mais sobre isso, para mostrar à população que existe tratamento para aqueles que têm ideação suicida e que as pessoas precisam procurar esta alternativa”, completa o médico.

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