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Musicoterapia ajuda no tratamento de doenças psíquicas

20 de dezembro de 2017

Que ouvir música faz bem, isso todo mundo sabe. Mas você sabia que além de relaxar e levantar o astral, a música pode agir em nosso organismo curando doenças? Porém não se trata somente de ‘cantar ou ouvir música’, a musicoterapia utiliza a música e seus elementos, no tratamento de várias doenças, de natureza física, emocional ou mental. A musicoterapeuta, Eliziê de Souza, explica que na área de saúde mental, a musicoterapia auxilia no tratamento dos pacientes com transtornos psíquicos e com dependência química. “A musicoterapia se tornou uma ferramenta importante nos tratamentos, pois ela promove o início da interação com paciente. Utilizando-se dos elementos da música como o som, a harmonia, o ritmo ela é capaz de auxiliar o paciente ou o grupo a combater as várias patologias que envolvem o desenvolvimento, a comunicação, o relacionamento, a aprendizagem, expressão e a organização física, mental ou social”.

Capaz de alterar a respiração, a pressão sanguínea e até mesmo os batimentos cardíacos, a música também atua diretamente no sistema límbico do cérebro, “essa região é responsável pelas emoções, afetividade e motivação, por isso é capaz de contribuir com o aumento da produção de endorfina e principalmente para a socialização, já que um dos maiores desafios a serem vencidos por estes pacientes é o isolamento social. Um dos motivos pelos quais ela é indicada no tratamento das doenças psíquicas, é que contribui muito no combate ao estresse, ansiedade e depressão”, destaca.

Dessa forma, por entrar em contato direto com as emoções, a musicoterapia ajuda o paciente a expressar os conteúdos internalizados. “ Nem sempre o paciente consegue verbalizar o que está sentindo, muitas vezes porque estão bloqueados pela inibição, pelo estresse ou pela falta de estímulo. Assim a música funciona como um grande conector, através dela, os pacientes conseguem utilizando-se da melodia e da letra de canções, exteriorizar o que sentem, expressar desejos, medos, insegurança e dúvidas por exemplo”, explica.

Eliziê explica ainda que a musicoterapia possibilita o despertar e o desenvolvimento do potencial criativo do indivíduo. “Essas transformações levam a modificar padrões cristalizados e a resgatar o fluxo vital e por sua vez a saúde do paciente. Além disso, a musicoterapia realiza um trabalho preventivo, pois visa o ‘esvaziamento’ e canalização da tensão e da ansiedade, o que impede que estas se acumulem e tenham como consequência, bloqueios psicossomáticos responsáveis por gerar o estresse e a depressão”, completa.

Mas é importante lembrar que a musicoterapia só terá resultado se conduzida por um profissional. “Ouvir música para relaxar, ou para se divertir se difere e muito da musicoterapia, é preciso ter conhecimentos que possibilitem compreender os processos psíquicos, emocionais, físicos, biológicos, grupais que se apresentam durante as sessões”, completa.

Pacientes criam playlist na aula de musicoterapia

As atividades renderam a gravação de uma playlist elaborada pelos pacientes. O repertório do CD foi resultado do projeto Música e Memória que faz parte da musicoterapia. “Nesta atividade os pacientes contaram momentos da vida, relacionando-os com uma música que marcou esta lembrança. O objetivo foi promover a rememoração e ressignificação deste momento de vida. Muito mais que uma playlist de bandas e artistas, é um CD carregado de histórias, sentimentos e emoções”, explica a musicoterapeuta, Cintia Albuquerque.

A lista ‘Encontros e Despedidas’ inclui músicas diversificadas de artistas como Titãs, Caetano Veloso, Roberto Carlos, Tiago Iorc, AC/DC, Frank Sinatra e Wesley Safadão.

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