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Formação profissional enfatiza as dependências químicas

28 de novembro de 2016

dr-rafael

A equipe assistencial e demais colaboradores da UNIICA se reuniram no final de novembro para um treinamento focado na identificação de sinais e sintomas relacionados a cada tipo de dependência química. Durante a formação, o médico psiquiatra Rafael Bodanese afirmou que as dependências mais comuns são relacionadas ao uso/consumo de álcool, maconha, cocaína, ecstasy, LSD, heroína, crack, inalantes, anfetaminas, medicamentos sedativos, analgésicos e psicoestimulantes. “Nosso intuito é ajustar o tempo e as formas de abordagem do problema de saúde no dia a dia da Uniica”, explicou Bodanese.

Os sintomas usuais para cada substância usada são:

Álcool – em doses baixas – desinibição do comportamento, alegria, risos, certa inadequação social, fala em demasia, certa intolerância, comprometimento da atenção e concentração. Em doses maiores – sonolência, tonturas, perda capacidade controle comportamental, alterações da fala, cambalear (chegando a ter quedas em doses altas), sedação, convulsão, coma e até morte.

Lembro que cada indivíduo tolera a quantidade de álcool de maneira diferente, e que os homens têm mais tolerância que as mulheres aos efeitos do álcool.

Maconha – redução do estado de alerta e vigilância, lentificação, tonturas, aumento do apetite, sensação de anestesia física e psicológica, alteração visual, desinibição, inadequação do comportamento, até alucinações e paranoia.

Cocaína, crack e anfetaminas – agitação, euforia, aumento da energia, aceleração do pensamento, sensação de poder, hipervigilância, aumento das pupilas, taquicardia, sudorese, paranoia, infarto/arritmia cardíaca e morte.

LSD – euforia, agitação, sensação de ser vigiado e perseguido por pessoas maldosas, bichos, ouvir vozes e ver coisas que não existem, taquicardia, nervosismo, medos, crises de pânico, hipervigilância, irritabilidade. O usuário pode se expor a risco de morte, como, por exemplo, correr no meio da rua pedindo socorro por estar sendo perseguido.

Ecstasy – euforia, agitação, excitabilidade, aumento da energia, sensação de flutuar e de não pertencer ao corpo e ao ambiente, bem-estar, escutar mais, ter o olfato mais aguçado, apresentar paranoia, taquicardia, sudorese, dor no peito, falta de ar e ansiedade.

Heroína – sonolência, fala arrastada, comprometido da atenção, concentração, memória; alucinações, paranoia, diminuição do tamanho das pupilas, até sintomas graves com risco de morte.

Inalantes – irritabilidade, agitação, agressividade, comprometimento da memória, comportamento antissocial e perturbador.

Medicamentos psicoestimulantes, sedativos, analgésicos, anestésicos – causam diversos sintomas dependendo da medicação em uso. Desde excitação, agitação, euforia até sonolência, sedação, quedas, caminhar cambaleante, comprometimento de memória, fadiga, tonturas, mal-estar, entre outros.

O tratamento depende da droga em uso, quantidade, tempo, outras doenças presentes. As modalidades terapêuticas vão desde psicoterapia individual até internamento integral prolongado em clínica especializada, como a Uniica. “As medicações constituem ferramenta importante na fase de desintoxicação e manutenção da abstinência da droga”, informou o psiquiatra.

Prevenção

As ações de prevenção começam dentro de casa. “Os pais são figuras fundamentais na formação da base psicológica dos filhos. Dar afeto e carinho, ensinar o certo e o errado, impor limites, incentivar os estudos e dar bons exemplos. As atitudes dos pais são copiadas pelos filhos”, destacou Bodanese.

Outras ações de prevenção incluem trabalho conjunto da escola, família, Justiça, governo, mídia e sociedade, promovendo informação, educação, segurança, cuidados em saúde e tratamento especializado para os dependentes.

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