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Estresse aumenta no final do ano

28 de novembro de 2016

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A sobrecarga de atividades em dezembro pode causar problemas de saúde. Sobre este tema, o psiquiatra João Luiz da Fonseca Martins, médico responsável técnico e de supervisão multidisciplinar da Uniica, concedeu a entrevista a seguir:

 

Por que o final do ano pode ser um período mais estressante do que as demais épocas?

No âmbito pessoal, entendo que as festividades de final de ano fazem com que as pessoas se reúnam para comemorar o Natal; planejem o próximo ano; troquem presentes e reduzam a saudade causada pelo afastamento diário devido às responsabilidades com o trabalho e a vida pessoal. Nesta época, sempre existe a expectativa de familiares em se aproximarem e reduzirem as divergências e desavenças passadas. No planejamento do próximo ano é comum ouvirmos: “No próximo ano desejo…” e dentro destes anseios a redução dos problemas e desavenças com familiares estão no topo da lista de desejos. Porém, nem tudo são presentes. Com a proximidade e contato direto – ou não –, vem o temor e o risco destas dificuldades se intensificarem.

No âmbito profissional, percebo que final de ano tende a ser mais estressor pelo acumulo de trabalho devido período de recesso ocasionado pelas festividades de final de ano e pelas férias que muitos funcionários tendem a realizar nesse período.

Soma-se a tudo isso ainda o acúmulo dos problemas com a presença dos filhos em casa, no recesso escolar, e a visita de parentes.

 

A que sintomas devemos ficar atentos?

Irritabilidade, ansiedade, insônia, intolerância, nervosismo, tristeza, emotividade e abuso de substâncias com predominância as lícitas (álcool e tabaco) são sintomas frequentemente intensificados neste período.

 

O que é possível fazer para se preparar para este período?

Se desarmar para as divergências familiares; não buscar confrontação com as pessoas às quais nos magoaram no passado; ficar longe das mesmas se não estiverem dispostas a perdoá-las; se tornar mais tolerante e aceitar que as pessoas podem ter opiniões diversas e isso não ser motivador ou responsável por intensificar as discussões e o afastamento da família e dos amigos. No trabalho, devem-se realizar as coisas ao seu tempo, aprender a delegar funções e estabelecer prazos seguros de serem cumpridos sem sobrecargas. Como neste período as pessoas entram comumente em férias, e temos o recesso no final do ano, o trabalho tende a acumular e o estresse aumentar. Organização pessoal e profissional são fundamentais.

 

Se for inevitável o excesso de trabalho ou o encontro com pessoas que nos desagradam, o que podemos fazer para amenizar o desconforto?

Manter uma distância segura das pessoas que nos desagradam; ter uma agenda de prioridades no trabalho e estabelecer prazos seguros de serem cumpridos. Na interação interpessoal nas festividades, evitar uso de álcool em excesso. Evitar assuntos que potencialmente geram discussões com familiares e manter agenda de prioridades organizada e em dia. Por fim, sugiro não entrar em confrontos buscado interação, conciliação e entendimento, tendo o seguinte lema para si: “quando um não quer, dois não brigam”.

 

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