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TOC: não há melhora sem tratamento.

6 de abril de 2016

O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) torna recorrentes as crises de obsessões e compulsões. Bem além de uma mania, o TOC interfere na rotina da pessoa, causando medos e ansiedade e tornando-a escrava de algum comportamento que se repente, em geral, envolvendo verificação, contagem, contaminação, agressão, religião, sexo, simetria e coleções.

O TOC pode ser leve, moderado ou grave, mas sempre requer tratamento. É possível conviver com a doença, desde que tenha acompanhamento de médicos ou psicólogos. Em geral, as pessoas descobrem a síndrome depois de anos com os mesmos hábitos ou quando eles começam a atrapalhar o dia a dia. Há muitos casos de negação da pessoa e também da família, pois é uma doença crônica e requer o médico por perto durante toda a vida na maior parte dos casos.

Os especialistas afirma que o paciente com TOC tem baixos níveis de serotonina, um dos neurotransmissores mais importantes do cérebro, responsável por funções que envolvem o humor, o sono e o apetite. Um deprimido tem mais desta substância no corpo do que uma pessoa com TOC. E a medicação atua neste sentindo, mantendo os níveis de serotonina adequados. O mais comum é o antidepressivo chamado de “inibidor seletivo da recaptação da serotonina”. Em outros casos, já se demonstraram eficientes o antidepressivo tricíclico e alguns medicamentos antipsicóticos atípicos em doses baixas, como Risperidona, Quetiapina, Olanzapina ou Ziprasidona, assim como as Benzodiazepinas, que auxiliam no alívio da ansiedade. Os efeitos dos remédios nos pacientes podem demorar até três meses para se manifestarem.

E mesmo com tantos medicamentos disponíveis, ainda assim, a psicoterapia é o tratamento que tem a melhor eficácia comprovada sobre a doença. Em seu princípio básico, a terapia expõe o paciente a situações que geram ansiedade. É uma forma eficiente de reduzir o estresse e a ansiedade, chamar a atenção para suas compulsões, tomar consciência e resolver os conflitos internos. A família deve acompanhar de perto o tratamento, entendendo as características da doença, o que facilita muito os resultados alcançados pelos médicos.

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