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She can do It!

17 de maio de 2016

7 março, 2016 às 18:25  |  por equipe do Blog Maluco Beleza

A mulher sempre desempenhou um papel central na família, as expectativas em relação a ela eram de que ela cuidaria das necessidades dos outros. O que se esperava era que ela cuidasse primeiramente dos homens, depois das crianças e depois dos idosos.

Porém, com o passar do tempo, o ciclo de vida da mulher passou por diversas mudanças e ganhou novas configurações. A luta pelos direitos iguais aos homens, pela sua independência e realização profissional e pessoal permitiu que ela se tornasse protagonista dos diversos papéis que exerce, protagonismo antes ocupado pelos homens de sua vida.

Dentro dos papéis desempenhados pela mulher podemos destacar os seguintes: “ser filha”, “ser esposa”, “ser mãe”, “ser profissional”, “ser sogra”, “ser avó”, entre outros, que ela pode exercer ou não ao longo de sua vida.

Cada papel exige da mulher diferentes funções e dentro de cada função existem inúmeras dificuldades, exigências, expectativas e crises, assim acumulando diferentes funções em sua vida, na vida do outro e na sociedade.

A busca por uma identidade em cada papel exercido faz com que a mulher invista ainda mais energia que o homem, pois além de lidar com a herança dos velhos padrões, ela tem que se adequar aos padrões atuais estabelecidos pelas novas conquistas.

Diante destes novos desafios, a mulher é exposta a índices ainda mais altos de mudanças e instabilidades no decorrer de sua vida, e em geral, devido ao seu maior envolvimento emocional nas relações, se torna mais vulnerável a esses estresses.

Com esta rotina, a mulher pode reagir com maior intensidade aos eventos estressores, vivenciando por um tempo maior o problema, gerando com isso sofrimento psíquico.

Para prevenção dos prejuízos à saúde mental feminina, a mulher deve aceitar e assumir a sua condição inata de “protetora”, porém direcionar este cuidado também em benefício próprio, ou seja, também cuidar de si.

Agindo assim, com esse novo ponto de equilíbrio em sua atitude, irá desenvolver independência emocional e habilidades necessárias para enfrentamento das crises advindas de cada papel assumido.

Carolina Batista é Psicóloga da UNIICA -Unidade Intermediária de Crise e Apoio à Vida

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