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Como identificar se uma pessoa tem TOC?

6 de abril de 2016

A doença das manias

Lavar as mãos várias vezes ou passar o tempo todo preocupado com a limpeza da casa pode não ser só preocupação com a higiene. Quando os hábitos, quaisquer que sejam, deixam de ser saudáveis e passam a ser obrigação, cuidado: pode ser transtorno obsessivo compulsivo (TOC), uma doença que requer tratamento.

Esse é o segundo distúrbio mais comum do mundo, atrás apenas da depressão. No Brasil, estima-se que 4,5 milhões de pessoas sofram com esse transtorno. Uma mania só não indica necessariamente que a pessoa sofra da doença. O que caracteriza o TOC são obsessões ou compulsões recorrentes, que consomem tempo e causam sofrimento à pessoa.

O paciente com TOC tem medos, desconfortos, pensamentos irracionais e repete atos, acompanhados de ansiedade e mal-estar. E, no fim, vira escrava daquele comportamento. Além dos rituais de limpeza, as principais preocupações dos pacientes com TOC envolvem verificação, repetição, contagem, contaminação, agressão, religião, sexo, simetria e coleções.

Quando estes atos ao invés de ajudar ao indivíduo passam a tomar muito tempo do dia e a interferir negativamente na rotina da pessoa, tornam-se doenças. É importante analisar se os tais hábitos repetidos comprometem o rendimento, já que o tempo de trabalho, por exemplo, é gasto com as manias ou com os pensamentos que as envolvem.

O TOC é um desajuste na produção de serotonina, substância responsável pela transmissão de dados entre os neurônios. O distúrbio não tem cura, mas o acompanhamento médico facilita o convívio com ele. Em geral, os meninos começam a demonstrar sinais do transtorno antes dos dez anos. Já as meninas, mais no final da adolescência. E os sinais passam despercebidos: a lição de casa pode demorar muito tempo para ser feita, já que a caligrafia tem que ser perfeita ou as brincadeiras devem acontecer sempre da mesma forma.

Os portadores da síndrome tendem a escondê-la de amigos, familiares, colegas de trabalho. Afinal, o próprio paciente, quando toma consciência da doença, percebe seus atos e, muitas vezes, sente-se constrangido, tendo a ocultar esta realidade.

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