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A alimentação durante um tratamento psiquiátrico

17 de maio de 2016

3 março, 2016 às 15:36  |  por equipe do Blog Maluco Beleza

A alimentação hospitalar tem como principal objetivo atender as necessidades nutricionais dos pacientes, levando em consideração suas restrições, preferências e aversões alimentares. Desde a antiguidade, é descrita como recurso terapêutico a associação entre alimentação, dietética e saúde, para satisfazer aspectos emocionais e psicológicos dos indivíduos.

Em um hospital clínico, os pacientes se alimentam muitas vezes por obrigação, pois na  maioria das vezes saíram de uma cirurgia, estão sem apetite, debilitados e normalmente o período de internamento é mais curto, não dando muita ênfase aos alimentos, “comem por comer”.   Já em um hospital psiquiátrico temos um desafio ainda maior, pois precisamos atender as necessidades nutricionais, sem deixar de lado o que cada paciente está vivendo no momento.

A gastronomia hospitalar está sendo aplicada cada vez mais com o objetivo de incentivar o paciente que não está se alimentando adequadamente e de colaborar na reeducação alimentar daqueles que apresentam apetite, mas muitas vezes estão acostumados a se alimentar de forma errada.

Os tratamentos psiquiátricos podem ter efeitos colaterais sobre a nutrição e o peso, pois nesses casos os pacientes apresentam um maior apetite, muitas vezes por alimentos que não são saudáveis (sobretudo doces), devido ao estado emocional em que se encontram, mas principalmente ao uso de algumas medicações que causam este aumento, como por exemplo, os medicamentos antipsicóticos, antidepressivos e os estabilizadores de humor.  É necessário resgatar a associação do prazer ao consumo de alimentos saudáveis e não apenas aos que trazem prazer imediato.  A alimentação difere dos demais, pois a quantidade e a variedade dos alimentos são diferenciadas com o objetivo de atender suas necessidades, mas sem deixar de lado o estado nutricional de cada um.

Precisamos sempre nos preocupar com a alimentação saudável através da reeducação alimentar, mas sem esquecer que o alimento está poderosamente conectado com as nossas emoções e que tudo deve estar ligado a uma mudança no estilo de vida.

Thais Aurélio de Lima é  nutricionista da UNIICA – Unidade Intermediária de Crise e Apoio à Vida

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